dimecres, 21 d’octubre de 2009

Lisboa en acrílic


" Acontece tudo tão rápido que acontece! Morre tão jovem como para os Deuses morrer! Tudo é tão pouco Nada se sabe, tudo é imaginado. Circúndate Roses, amor, bebida e ficar quieto. O resto é nada "

Pessoa






La olor. Sí, definitivament és la olor d'aquella sala. El silenci que desprèn, tantes i tantes idees i obres d'art emmagatzema. Llisquen els pinzells; finestra enllà el vespre s'ha donat per vençut. La nit és negra i agosarada.


I et mires els dits, i la pintura que ha volgut fugir del quadre hi roman mig amagada, esperant i suplicant una segona oportunitat -a la teva pell-

Dubto del dubte i m'aturo amb el balanceig i el tic tac d'unes manetes digitals. Em balancejo en la digitalitat dels teus dits -indiscrets- que formen les teves manetes.


Aliena a les meves passes, la meva ombra abandona i tria una drecera. Sempre és més llesta que jo.Bates blanques i pijames verds. Somnis reals que són a tocar -frec a frec- amb el demà.








Futur? demà el qüestiono, avui visc en l'ahir.









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O cheiro. Sim, definitivamente é o cheiro daquela sala. O silêncio que desprende, tantas e tantas idéias e obras de arte armazena.Deslizam os pincéis, passada a janela o entardecer se deu por vencido. A noite é preta e atrevida.



E te alvos os dedos, e a pintura que quis fugir do quadro roman meio escondida, esperando e suplicando uma segunda oportunidade -a tua pele-Duvido da dúvida e me desemprego com o balanço e o tique taco de umas manetas digitais. Me balanço na digitalidade de teus dedos -indiscretos- que formam tuas mãozinhas.


Alheia a meus passos, minha sombra me abandona e escolhe um atalho. Sempre é mais lista que eu.Batas brancas e pijamas verdes. Sonhos reais que são em tocar -cotovelo a cotovelo- com o amanhã.






Futuro? amanhã o questiono, hoje vivo no ontem.


















Avui, més allà que aquí. (escrit doncs, en les dues llengües)